Arquivo para Tag: #climaterio
Menopausa: linha de cuidado EMAS para saúde e bem-estar
/em Artigos Científicos/por lilianMenopausa, bem-estar e saúde: o que a “linha de cuidado” da EMAS (coassinada pela Dra. Silvia Bretz) muda para médicos e para você

Por que isso importa?
A menopausa impacta ossos, coração, metabolismo, sono, humor e sexualidade — e acontece com todas as mulheres. Mesmo assim, o atendimento ainda é irregular. Para organizar e qualificar esse cuidado, a EMAS (European Menopause and Andropause Society) publicou um percurso assistencial (“care pathway”) atualizado, coassinado pela Dra. Silvia Bretz, que mostra passo a passo como acompanhar a mulher no meio da vida — da transição à pós-menopausa — com enfoque individualizado, rastreio correto de doenças crônicas e escolhas terapêuticas alinhadas às preferências da paciente.
O que é uma “linha de cuidado” (care pathway)?
É um roteiro prático, baseado em evidências, para guiar avaliação, decisões e seguimento. Em vez de atendimentos pontuais e desconectados, a linha de cuidado organiza o percurso em etapas, com critérios de risco e pontos de checagem.
Como funciona o percurso (resumo em 5 passos)
- Acolhimento e escuta
Mapeia queixas (fogachos, suor noturno, sono, humor, dor articular, sexualidade, sintomas urogenitais), histórico reprodutivo e contexto de vida e trabalho. - Avaliação inicial estruturada
• Identifica estágio reprodutivo (perimenopausa/menopausa/pós).
• Levanta fatores de risco (cardiometabólicos, osteoporóticos, oncológicos).
• Define necessidades e prioridades da paciente (o que mais a incomoda agora).
• Inicia rastreamento de condições crônicas relacionadas ao envelhecimento (ex.: saúde cardiovascular, osteoporose, e rastreios recomendados em diretrizes nacionais). - Estratificação e plano compartilhado
A decisão terapêutica é personalizada conforme estágio, intensidade dos sintomas e perfil de risco. O plano é construído com a paciente (valores, preferências e metas claras). - Opções de tratamento
• Terapia hormonal da menopausa (TH) para sintomas climatéricos quando indicada e segura.
• Alternativas não hormonais quando a TH não é indicada ou não é desejada.
• Estilo de vida como base (atividade física, sono, nutrição, manejo do estresse, cessação do tabagismo).
A ideia é equilíbrio e individualização, não “uma receita para todas”. - Seguimento e ajustes
Revisões periódicas verificam resposta, eventos adversos, adesão e necessidade de rever metas (inclusive no ambiente de trabalho, quando pertinente). O plano é vivo e evolui com a paciente.
Por que é importante para a sociedade médica
- Padroniza o cuidado: reduz variações e lacunas na abordagem da menopausa.
- Foca em risco e evidência: rastreia o que realmente muda desfechos (ossos e fraturas, coração e metabolismo, bem-estar mental/sexual).
- Integra equipes: ginecologia, clínica/endocrinologia, cardiologia, saúde óssea, saúde mental e medicina do trabalho falam a mesma língua.
- Qualifica decisões: fortalece a decisão compartilhada, com informação clara sobre riscos/benefícios da TH e alternativas.
- Aproxima ciência e prática: documento internacional com participação da Dra. Silvia Bretz, facilitando a adoção no Brasil.
Por que é importante para você (paciente e família)
- Atendimento organizado: você entende a fase em que está e o que esperar em cada etapa.
- Plano sob medida: tratamento que considera sintomas, história e preferências (não um protocolo engessado).
- Segurança: escolhas informadas sobre terapia hormonal e opções não hormonais.
- Saúde a longo prazo: além dos fogachos, o percurso olha para ossos, coração, metabolismo e qualidade de vida — agora e no futuro.
Mitos x Fatos
- “Menopausa é igual para todas.” → Mito. Há estágios e perfis distintos.
- “Só ginecologista cuida disso.” → Mito. O cuidado é multidisciplinar.
- “TH serve ou não serve — ponto final.” → Mito. Indicação é individual, baseada em risco/benefício e preferência.
- “Nada além de hormônio ajuda.” → Mito. Há alternativas e mudanças de estilo de vida com impacto real.
Sinais de alerta (procure avaliação médica)
- Sangramento vaginal anormal.
- Dor torácica, falta de ar, palpitações persistentes.
- Perda de peso inexplicada, dor óssea ou fratura por baixo impacto.
- Tristeza persistente, ansiedade incapacitante, insônia grave.
Esses sinais não significam diagnóstico, mas pedem avaliação.
O papel da Dra. Silvia Bretz
Como coautora, a Dra. Silvia Bretz contribui para transformar um consenso internacional em caminhos práticos: do acolhimento ao seguimento, com foco em bem-estar e
Em uma frase
Uma linha de cuidado bem desenhada coloca a mulher no centro, organiza as decisões e melhora resultados agora — e ao longo do envelhecimento.
Menopausa no currículo médico: o que muda de verdade
/em Artigos Científicos/por lilianMenopausa no currículo médico: o que muda para você e médicos
Por que isso importa?
A menopausa acontece com todas as mulheres, mas ainda há lacunas na formação dos profissionais de saúde sobre avaliação, diagnóstico e tratamento. A EMAS (European Menopause and Andropause Society) publicou um position statement definindo o currículo essencial que todo profissional de saúde deveria aprender — documento coassinado pela Dra. Silvia Bretz. Não é “mais um paper”: é um roteiro de ensino para melhorar o cuidado no consultório, nos serviços e no ambiente de trabalho.

O que este documento é — e o que não é
- É um consenso internacional que recomenda o que ensinar sobre menopausa para médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e outras áreas.
- Não é um guia fechado de condutas ou “receita pronta”. Ele alinha princípios e conteúdos mínimos para que cada país/serviço adapte à sua realidade.
O essencial em linguagem simples
1) Menopausa é tema de toda a saúde
Não é assunto só da ginecologia. Impacta cardiologia (risco cardiovascular), endocrinologia/metabolismo (peso, glicemia), ortopedia (ossos/osteoporose), neurologia/psiquiatria (cognição, humor), urologia/uroginecologia (função sexual e urinária), medicina do trabalho, entre outras áreas.
2) O currículo que faz diferença
A EMAS propõe que a formação inclua, no mínimo:
- Avaliação e diagnóstico: história clínica, exame físico, marcadores laboratoriais quando indicados e diagnóstico diferencial.
- Sintomas e manejo baseado em evidências: fogachos, distúrbios do sono, humor, dor articular, saúde sexual e urogenital.
- Terapia hormonal (TH): indicações, contraindicações, tipos, doses, vias, monitorização e comunicação de riscos/benefícios.
- Alternativas não hormonais: medicamentosas e não medicamentosas, estilo de vida e terapia combinada.
- Saúde óssea: prevenção, rastreio de osteoporose e fratura; cálcio, vitamina D, exercícios e fármacos.
- Coração e metabolismo: fatores de risco, dislipidemia, diabetes, peso e hábitos de vida.
- Cérebro e cognição: demência e saúde cognitiva ao longo do tempo.
- POI (insuficiência ovariana prematura): diagnóstico precoce e manejo específico.
- Câncer e menopausa: manejo de sintomas pós-câncer ginecológico (em articulação com oncologia).
- Trabalho e qualidade de vida: orientações para o ambiente laboral e acolhimento no local de trabalho.
- Comunicação e ética: decisão compartilhada, linguagem clara, respeito à diversidade e equidade de acesso.
3) Para além da teoria: competências práticas
- Escuta qualificada e decisão compartilhada com a paciente.
- Capacidade de explicar riscos e benefícios com números simples.
- Planos de cuidado integrados (nutrição, exercício, sono, saúde mental, sexualidade).
- Encaminhar quando necessário (ex.: osteometabolismo, cardiologia, saúde mental).
- Atualização contínua (educação permanente) e uso de diretrizes.
Por que isso é importante para a sociedade médica
- Padroniza a formação: reduz variação de condutas e aumenta a segurança.
- Fecha lacunas históricas: menopausa deixa de ser “módulo opcional” e vira competência obrigatória.
- Melhora resultados: rastreio correto de osteoporose, manejo adequado de sintomas e prevenção de riscos cardiometabólicos.
- Integra equipes: promove atuação multidisciplinar e fluxos de encaminhamento claros.
- Impacta políticas públicas: subsidia concursos, residências, educação continuada e ambiente de trabalho saudável para mulheres.
A participação da Dra. Silvia Bretz como coautora reforça a presença brasileira nesse consenso e facilita a tradução prática dessas recomendações para a realidade dos serviços no país.
Por que isso é importante para você (paciente e família)
- Atendimento mais qualificado: menos “tentativa e erro”, mais planos personalizados.
- Informação clara: entender o que é esperado na menopausa e o que pode ser tratado.
- Segurança: decisões sobre terapia hormonal e alternativas com base em evidências, não em modismos.
- Qualidade de vida: apoio também no trabalho, na sexualidade e na saúde mental — além dos sintomas vasomotores.
- Rastreamento certo, na hora certa: ossos, coração, metabolismo e cognição acompanhados de forma proativa.
Mitos x Fatos
- “Menopausa é só fogacho.” → Mito. Envolve sono, humor, sexualidade, ossos, coração, cognição e trabalho.
- “É assunto só do ginecologista.” → Mito. É interdisciplinar.
- “Todas precisam de hormônio.” → Mito. Indicação é individual, com riscos e benefícios discutidos.
- “Não há o que fazer, é ‘natural’ sofrer.” → Mito. Há manejo eficaz e suporte em várias frentes.
O que muda na prática (para cursos, serviços e gestores)
- Incluir módulos obrigatórios de menopausa em graduações e pós-graduações.
- Garantir estágio/treinamento prático em atendimento de sintomas, TH e alternativas.
- Adotar protocolos institucionais com foco em segurança e decisão compartilhada.
- Implementar ações no ambiente de trabalho (flexibilidade, adequações, sensibilização de líderes).
- Monitorar indicadores de qualidade (quebra de desassistência, adequação de TH, rastreamento de osteoporose).
Em uma frase
Colocar a menopausa no centro da formação em saúde melhora a vida real das mulheres — no consultório, em casa e no trabalho. O currículo essencial proposto pela EMAS mostra o que ensinar e como cuidar melhor.
Referência: The essential menopause curriculum for healthcare professionals: An EMAS position statement. Maturitas (2021). DOI: 10.1016/j.maturitas.2021.12.001.
Dra Silvia Bretz
A Dra. Silvia Bretz é uma médica endocrinologista dedicada e altamente qualificada, reconhecida como uma referência na área de saúde devido ao seu compromisso com a excelência e paixão pela profissão
Endereço
Av. Afrânio de Melo Franco, 141/512
Leblon
Rio de Janeiro – RJ
22430-060
Contato
Whatsapp: (21) 98252-7777
clinicasilviabretz@gmail.com
Atendo Presencial e Online


