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Sintomas Vasomotores (Fogachos): Controle do Equilíbrio Hormonal

Os sintomas vasomotores (fogachos ou ondas de calor) são o resultado da desregulação do centro termorregulador hipotalâmico devido à queda de estrogênio durante o climatério. A estratégia mais eficaz de controle é a Terapia Hormonal da Menopausa (THM), que pode reduzir os episódios em 75–90% dos casos. Para quem não pode ou não deseja usar hormônios, existem alternativas farmacológicas, como antidepressivos (ISRS/IRSN) e Gabapentina, que oferecem alívio moderado (~50%). A abordagem ideal deve ser personalizada, combinando terapias médicas e ajustes no estilo de vida, como a perda de peso e o controle de gatilhos.

 

A Fisiologia do Desconforto: Entendendo os Sintomas Vasomotores (Fogachos)

Os sintomas vasomotores – ou fogachos – são a manifestação mais conhecida e, frequentemente, a mais debilitante da transição menopausal (climatério). Estima-se que cerca de 75% das mulheres experimentarão fogachos em algum grau. Estes episódios são definidos como sensações súbitas de calor intenso, acompanhadas de rubor (vermelhidão), sudorese e, frequentemente, calafrios subsequentes.

Esses sintomas não são “coisa da idade” de forma benigna; eles são, na verdade, um sinal de desequilíbrio hormonal, decorrente de uma desregulação do centro termorregulador hipotalâmico causada pela queda dos níveis de estrogênio. Essa deficiência hormonal faz com que o cérebro interprete variações normais de temperatura como superaquecimento, ativando mecanismos de perda de calor (vasodilatação e suor intenso).

A persistência desses sintomas é notável: embora a duração média seja de 2 a 5 anos, em aproximadamente 25% das mulheres, os sintomas vasomotores (fogachos) persistem por mais de 5 anos. Quando ocorrem à noite (suores noturnos), perturbam o sono, agravam a fadiga diurna e contribuem para quadros de ansiedade ou irritabilidade.

O Padrão Ouro: Terapia Hormonal da Menopausa (THM)

A Terapia Hormonal da Menopausa (THM), que envolve a reposição de estrogênios (isolados ou combinados com progestagênios), é reconhecida como o tratamento mais eficaz para os fogachos.

Eficácia e Indicações

Nenhum outro tratamento farmacológico ou não farmacológico se iguala à eficácia do estrogênio sistêmico no alívio ou abolição das ondas de calor. Estudos demonstram que a THM pode reduzir a frequência dos fogachos em 75% a 90%. Além disso, a reposição hormonal melhora a qualidade do sono, o humor, previne a perda óssea acelerada e ajuda na secura vaginal.

O Timing Importa: A Janela de Oportunidade

A segurança e os benefícios da THM dependem criticamente do timing de sua introdução, conceito conhecido como Janela de Oportunidade.

  • Início Precoce (Dentro da Janela): Mulheres com menos de 60 anos ou que iniciam a terapia em até 10 anos após a menopausa têm uma razão benefício/risco mais favorável. Nesses casos, a THM é segura para o coração e ossos, além de ser o tratamento mais potente para os sintomas.
  • Início Tadio (Fora da Janela): Iniciar a TH sistêmica após os 60–65 anos, ou mais de 10 anos após a menopausa, pode elevar modestamente os riscos cardiovasculares (AVC isquêmico e doença coronariana) e não é recomendada como prevenção primária de doenças crônicas.

Tipos de Hormônios e Vias de Administração

Para maximizar a segurança, o profissional deve ser criterioso na escolha da formulação:

  1. Hormônios Isomoleculares/Naturais: A Dra. Silvia Bretz enfatiza o uso de hormônios isomoleculares (aqueles que fazem no corpo o mesmo efeito que o hormônio natural).
  2. Via Transdérmica: O estrogênio administrado pela pele (géis ou adesivos) apresenta menor risco de trombose e menor impacto hepático (evitando a passagem hepática), sendo preferível em pacientes com fatores de risco cardiovascular.
  3. Progesterona: Mulheres com útero devem sempre combinar o estrogênio com um progestagênio (preferencialmente progesterona natural micronizada) para proteger o endométrio do risco de hiperplasia ou câncer uterino.

A Dra. Bretz utiliza a menor dose eficaz (LED – Lowest Effective Dose) pelo maior tempo possível para garantir a qualidade de vida e a longevidade.

Estratégias Não Hormonais para o Controle dos Fogachos

Para mulheres que possuem contraindicações absolutas à THM (como histórico de câncer de mama ou trombose) ou que preferem evitar hormônios, existem terapias farmacológicas não hormonais com eficácia comprovada.

1. Fármacos com Evidência Robusta

  • Antidepressivos (ISRS/IRSN): Certos antidepressivos, como Venlafaxina, Paroxetina em baixa dose e Escitalopram, demonstraram reduzir a frequência dos fogachos em cerca de 50% em comparação ao placebo. Eles agem modulando o centro termorregulador no hipotálamo. Uma vantagem é que, se a paciente também sofre de ansiedade ou depressão leve associada ao climatério, esses fármacos tratam ambos os problemas.
  • Gabapentina: Originalmente um anticonvulsivante, a gabapentina (e sua análoga, Pregabalina) é particularmente eficaz para suores noturnos e insônia, pois ajuda a amenizar os fogachos noturnos e melhora a qualidade do sono. Sua eficácia se aproxima dos antidepressivos, com redução de cerca de 50%.
  • Oxibutinina: Este fármaco anticolinérgico, usado para bexiga hiperativa, tem mostrado eficácia significativa no controle de fogachos moderados a graves (redução de 50–70%).
  • Antagonistas Neurocinina-3 (Fezolinetant): Representam um avanço promissor. Essa nova classe atua diretamente nos neurônios do hipotálamo que desencadeiam os fogachos. Em ensaios clínicos, mostraram eficácia de 60–70%, quase equiparável ao estrogênio. No entanto, o Fezolinetant não estava disponível no Brasil até 2025 e tem custo elevado.

2. Tabela Comparativa de Eficácia Farmacológica

 

Terapia (Classe)Efeito na Redução de FogachosIndicações ChaveRisco/Consideração
Hormonal (THM)75–90% (Mais eficaz)Sintomas moderados/graves, proteção óssea. Melhor se iniciada <60 anos (Janela de Oportunidade).Contraindicada em histórico de CA de mama, trombose.
ISRS/IRSN~50% (Eficácia moderada)Contraindicação ou rejeição a hormônios. Útil se há ansiedade/depressão concomitante.Náusea, boca seca, disfunção sexual possível.
Gabapentina~50% (Eficácia moderada)Suores noturnos e insônia associada.Sonolência, tontura, ganho de peso.
Antagonista NK3

 Fezolinetant e Elinzanetant 

~60–70% (Quase equiparável ao estrogênio)Alternativa potente para sobreviventes de câncer de mama (não hormonal).Alto custo e indisponibilidade atual no Brasil.
Fitoterápicos (Exemplo Cimicifuga racecemosa, entre outros)Baixo/InconsistentCasos leves ou opção complementar; benefício modesto.Falta de comprovação sólida; pode ter risco em CA hormônio-dependente.

 

*Chegaram duas novas medicações não hormonais: Fezolinetant, já aprovado como Veoza, e Elinzanetant, recém-aprovado como Lynkuet.

Ambas agem bloqueando a neurocinina B, substância envolvida nos calores da menopausa.

Abordagem Integrada e Ajustes no Estilo de Vida

A saúde no climatério deve ser abordada de forma integrada, olhando para o paciente como um todo. A Dra. Silvia Bretz utiliza em sua prática clínica a Medicina Ortomolecular (vitaminas, minerais) e a Fitoterapia (medicamentos extraídos de plantas medicinais), além de Essências Florais para equilibrar o humor.

Embora muitos fitoterápicos não tenham comprovação robusta contra fogachos, o estilo de vida e o controle de fatores metabólicos são cruciais:

  1. Controle do Peso: Mulheres com sobrepeso ou obesidade tendem a ter fogachos mais intensos. A perda de peso tem sido associada à diminuição significativa dos sintomas vasomotores. A Dra. Bretz é especialista em emagrecimento, usando o Protocolo Saúde + para corrigir obstáculos integrativos (modulação hormonal, aceleração metabólica) que impedem o emagrecimento. A obesidade e a gordura infiltrada (esteatose hepática) são, inclusive, mais comuns na menopausa e podem bloquear o metabolismo.
  2. Identificação de Gatilhos: Evitar ou reduzir o consumo de álcool, cafeína e comidas picantes, que são frequentemente relatados como desencadeantes ou agravantes dos fogachos.
  3. Ambiente e Vestuário: Usar roupas leves em camadas, manter o ambiente fresco e beber água gelada ajudam a gerenciar o desconforto quando a onda de calor se manifesta.
  4. Terapias Comportamentais: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Hipnose Clínica demonstraram ajudar a mulher a lidar com os sintomas, melhorando a qualidade de vida, mesmo que a frequência dos fogachos não diminua drasticamente.

Fogachos em Populações Especiais

Embora o foco seja a menopausa feminina, os fogachos podem ocorrer em outras populações:

  • Homens em Terapia Hormonal: Homens sob privação androgênica, como no tratamento de câncer de próstata (terapia de supressão de testosterona), podem experimentar ondas de calor semelhantes aos fogachos femininos. Nesses casos, o tratamento envolve Venlafaxina, Gabapentina ou, em casos refratários, progestagênios (como acetato de megestrol).
  • Mulheres com Menopausa Precoce: Mulheres que entram na menopausa antes dos 40 anos (insuficiência ovariana prematura) frequentemente sofrem fogachos intensos. Nesses casos, a reposição hormonal é considerada padrão de cuidado (não apenas sintomático) até a idade média da menopausa natural, para proteger contra osteoporose e doenças cardiovasculares.

O Cuidado Individualizado da Dra. Silvia Bretz 

O manejo dos sintomas vasomotores exige autoridade e expertise. A Dra. Silvia Regina Leal Bretz oferece um atendimento exclusivo e aprofundado, que se destaca por:

  • Expertise Comprovada: Médica endocrinologista (RQE 4320) com cerca de 40 anos de prática clínica.
  • Autoridade Internacional: Foi a única membra não europeia do Conselho Científico da EMAS (European Menopause and Andropause Society) no biênio 2021-2023.
  • Abordagem Holística: O atendimento vai além da reposição hormonal, investigando fatores como sono, alimentação, metabolismo (incluindo tireoide e pâncreas) e saúde emocional. A Dra. Bretz é pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia e possui cursos de extensão em Nutrição, Fitoterapia, Medicina Integrada, Ortomolecular e Essências Florais.
  • Consulta Premium: A Dra. Bretz prioriza a qualidade e a escuta atenta. Devido ao tempo de consulta prolongado e à profundidade da análise, não são aceitos planos de saúde.

Para pacientes que procuram a Dra. Bretz por sintomas como fogachos, ela oferece uma avaliação hormonal completa e um plano de cuidado único, com ou sem reposição hormonal, sempre respeitando a Janela de Oportunidade.

FAQ:

  1. O que são exatamente os sintomas vasomotores? Os sintomas vasomotores são ondas de calor súbitas (fogachos) e sudorese intensa causadas pela desregulação do termostato cerebral (hipotálamo) devido à queda de estrogênio durante o climatério.
  2. A reposição hormonal é a única solução para os fogachos? Não. A terapia hormonal (THM) é a solução mais eficaz (padrão-ouro), mas existem alternativas não hormonais, como certos antidepressivos (ISRS/IRSN), Gabapentina e mudanças no estilo de vida, que oferecem alívio moderado.
  3. Mulheres com câncer de mama podem fazer terapia hormonal para fogachos? Em geral, o histórico de câncer de mama hormônio-dependente é uma contraindicação absoluta à THM. Nesses casos, devem ser usadas terapias não hormonais, como inibidores da recaptação de serotonina (ISRS/IRSN) ou, futuramente, antagonistas de neurocinina, como o fezolinetant.
  4. O que fazer para controlar os fogachos imediatamente? Evitar gatilhos como álcool, cafeína e comidas picantes, usar roupas leves em camadas e manter o ambiente resfriado são medidas comportamentais que podem aliviar o desconforto.
  5. Fitoterápicos funcionam para ondas de calor? A eficácia da maioria dos fitoterápicos, como isoflavonas de soja e cohosh-preto (Cimicifuga), é limitada ou inconsistente quando comparada à terapia hormonal e não são recomendados de rotina pelas diretrizes. Devem ser usados com cautela e sob orientação médica.
  6. A Dra. Silvia Bretz atende planos de saúde no Leblon (RJ)? Não. A Dra. Silvia Bretz só aceita pacientes particulares em seu consultório no Leblon, Rio de Janeiro, e em consultas online, focando em um atendimento personalizado e de alta profundidade.

Dra. Silvia Bretz

Dra. Silvia Regina Leal Bretz é médica pela Faculdade de Medicina de Petrópolis, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia (RQE 4320), com extensões em Nutrição, Fitoterapia, Florais e Medicina Ortomolecular. Com cerca de 40 anos de prática clínica, ela é premiada entre os “Médicos Mais Admirados” (2008, 2009, 2013) e é coautora de posicionamentos EMAS (European Menopause and Andropause Society), atestando sua alta Autoridade na área de saúde hormonal e longevidade.

O Timing da Terapia Hormonal Importa para Sua Saúde e Longevidade

Janela de Oportunidade

A Janela de Oportunidade na Terapia Hormonal (TH) para mulheres é o período ideal para iniciar a reposição, tipicamente até 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos de idade. Começar a TH nesse timing maximiza os benefícios, como a proteção cardiovascular e óssea, enquanto a introdução tardia pode aumentar os riscos de complicações, como doenças cardíacas e AVC. O objetivo é tratar a deficiência hormonal enquanto as células do corpo, incluindo as do cérebro e vasos sanguíneos, ainda estão saudáveis e responsivas.

 

A Endocrinologia e o Conceito Crítico do Timing na Reposição Hormonal

Na jornada do envelhecimento, tanto em homens quanto em mulheres, ocorre uma queda expressiva e natural dos hormônios sexuais a partir da quarta década de vida. Contudo, no contexto feminino, a menopausa (o marco de 12 meses consecutivos sem menstruar) demarca um evento onde o timing da terapia hormonal (TH) se torna um fator determinante para a saúde e a longevidade.

A Janela de Oportunidade: por que o timing da terapia hormonal importa é um conceito central na endocrinologia moderna. Estudos científicos robustos demonstraram que iniciar a TH muito perto da menopausa confere um perfil de risco-benefício mais favorável do que iniciá-la muitos anos depois.

A Dra. Silvia Bretz, médica endocrinologista com expertise em menopausa e longevidade, reforça a necessidade de avaliar o perfil hormonal o quanto antes, buscando qualidade de vida, bem-estar e longevidade. Para a Dra. Bretz, a reposição hormonal deve ser feita com hormônios isomoleculares, na dose e via de administração adequadas, e respeitando a Janela de Oportunidade.

O Que Define a Janela de Oportunidade?

A janela de oportunidade é o período no qual a intervenção hormonal é mais eficaz e segura. As diretrizes internacionais, como a North American Menopause Society (NAMS), sugerem que o período ideal para iniciar a TH é nos primeiros 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos de idade da mulher.

Por que a idade limite de 60 anos ou 10 anos pós-menopausa?

O principal motivo reside na “hipótese do timing”. Intervir cedo aproveita o que a Dra. Bretz chama de conceito de célula saudável:

  1. Células Saudáveis: No início da pós-menopausa, os vasos sanguíneos e os neurônios estão relativamente saudáveis e responsivos ao estrogênio.
  2. Proteção: A reposição hormonal nesse momento precoce pode conferir proteção contra a perda óssea, preservar a função cognitiva e ter efeitos vasculares benéficos.
  3. Tardia (Fora da Janela): Se o tratamento é iniciado tardiamente (após os 60 anos ou >10 anos pós-menopausa), o risco de eventos adversos aumenta. Acredita-se que, com o tempo, danos ateroscleróticos ou degeneração neuronal já estão estabelecidos, e a TH não apenas falha em reverter esses danos, mas pode até agravar o quadro.

Impacto do Timing nos Sistemas Vitais

O momento da intervenção hormonal influencia drasticamente o corpo de maneira sistêmica.

1. Saúde Cardiovascular: O Tempo da Prevenção

A saúde cardiovascular é a área mais sensível ao timing. O estrogênio tem efeitos vasculares benéficos (melhora do perfil lipídico e função endotelial).

  • Dentro da Janela (<60 anos): Mulheres que iniciaram TH na faixa dos 50 anos não tiveram aumento de infarto ou derrame; em algumas populações tratadas precocemente, há sinais de redução de eventos coronarianos.
  • Fora da Janela (>60 anos): A introdução tardia de hormônios está ligada a um aumento modesto de risco cardiovascular, incluindo AVC isquêmico e doença coronariana. Nesses casos, a TH não reverte a doença arterial já instalada.

2. Saúde Cognitiva e Risco de Demência

O domínio neurocognitivo também é influenciado pela janela crítica. O estrogênio pode ter um papel neuroprotetor se iniciado no momento certo.

  • Início Precoce: Estudos observacionais encontraram menor risco de Alzheimer em mulheres que iniciaram TH próximo da menopausa.
  • Início Tadio (>65 anos): O WHI Memory Study (WHIMS) observou um aumento significativo no risco de demência em usuárias que iniciaram a terapia após os 65 anos.

A mensagem clínica é clara: se a terapia hormonal for utilizada (por outros motivos, como sintomas) e houver preocupação com a demência, é melhor iniciar próximo da menopausa do que tardiamente.

3. Saúde Óssea e Muscular

A perda de massa óssea acelera nos primeiros 5 a 10 anos após a menopausa.

  • Função da TH: Iniciar a TH durante essa fase inicial pode prevenir grande parte da perda óssea, aumentando a densidade mineral óssea e reduzindo o risco de fraturas vertebrais e de quadril.
  • Menopausa Precoce: Em casos de falência ovariana prematura (antes dos 40 anos), a reposição hormonal é considerada padrão de cuidado até a idade esperada da menopausa normal para evitar osteoporose e risco cardiovascular prematuros.

A TH precoce ajuda a manter a integridade do esqueleto e possivelmente a aptidão física, enquanto o início tardio oferece pouco impacto nesses tecidos já degenerados.

Tabela-Resumo: Benefícios e Riscos Segundo o Timing (Mulheres)

Critério de InícioIdade / Tempo Pós-MenopausaRisco/Benefício (TH)Efeitos PrincipaisFontes
Janela de Oportunidade<60 anos ou <10 anos pós-menopausaBenefício > RiscoAlívio de sintomas; Proteção óssea; Possível benefício cardiovascular e cognitivo.
Início Tadio (Fora da Janela)>60 anos ou >10 anos pós-menopausaRisco > Benefício (para prevenção)Aumento do risco de AVC e doença coronariana; Risco de demência (se iniciado após 65); Menor efeito protetor ósseo.

A Janela na Andropausa: Uma Questão de Indicação

Embora o termo “janela de oportunidade” se aplique mais rigorosamente à menopausa feminina, o timing da terapia hormonal também é relevante no contexto masculino, conhecido como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou, coloquialmente, andropausa.

O declínio da testosterona no homem é gradual. Não há um marco definido como a menopausa. Contudo, o princípio de intervenção precoce em caso de hipogonadismo clinicamente significativo é fundamental para:

  • Prevenção de Complicações: Evitar a perda de densidade óssea (osteoporose) e a sarcopenia (perda de massa muscular).
  • Qualidade de Vida: Melhorar sintomas como fadiga, queda de libido e alterações de humor, que podem ser sinais de desequilíbrio hormonal.

Para homens com hipogonadismo genuíno, a idade não é um critério absoluto de exclusão. No entanto, avaliar o perfil cardiovascular antes de iniciar a Testosterona (TRT) é crucial, especialmente em pacientes de alto risco cardíaco. Intervir logo que os sintomas e deficiências aparecem evita sofrimento e previne o agravamento de condições associadas.

A Abordagem Integrada e Personalizada da Dra. Silvia Bretz

A decisão de iniciar a TH, e o momento de fazê-lo, deve ser sempre individualizada. A Dra. Silvia Bretz adota uma abordagem integrada que busca a causa-raiz dos desequilíbrios, olhando além dos sintomas.

O Protocolo de atendimento da Dra. Bretz inclui:

  • Escuta Atenta e Profunda: Diferencial valorizado por pacientes.
  • Análise Hormonal Completa: Avaliação da saúde da tireoide, pâncreas, adrenais e gônadas.
  • Terapia Isomolecular: Uso de hormônios (como estrogênios e progesterona naturais) em doses adequadas e por vias seguras (preferência pela via transdérmica para estrogênio para não atrapalhar o perfil lipídico).
  • Uso de Fitoterápicos e Suplementos: Alternativas eficazes para mulheres que não podem ou não querem fazer reposição hormonal, ou como complemento ao tratamento.

A Dra. Bretz utiliza a menor dose eficaz (LED – Lowest Effective Dose) pelo maior tempo possível, garantindo qualidade de vida. Iniciar cedo permite essa manutenção prolongada, enquanto adiar a reposição pode significar perder os benefícios de proteção a longo prazo.

FAQ Rápido

1. O que é o climatério e a menopausa?

A menopausa é a data da última menstruação (confirmada após 12 meses sem sangrar), geralmente entre 45 e 55 anos. O climatério é o período de transição que dura vários anos antes e depois da menopausa, marcado pelas mudanças hormonais.

2. Quando devo começar a me preocupar com o climatério?

O quanto antes, melhor, idealmente no início do climatério (por volta dos 40-45 anos), assim que surgirem os primeiros sinais de mudança ou sintomas persistentes, como ondas de calor e alterações de humor.

3. Reposição hormonal causa câncer?

O risco de câncer de mama está associado, principalmente, ao uso de progestinas sintéticas (não naturais). O estrogênio, por si só, pode até proteger contra alguns tipos de câncer. A técnica, usando hormônios isomoleculares na via e doses corretas, é fundamental para minimizar ou mitigar essa possibilidade.

4. A Reposição Hormonal deve ser feita para sempre?

Não existe uma duração fixa. Se a reposição for iniciada cedo, dentro da Janela de Oportunidade, ela pode ser prolongada, sob acompanhamento médico, por prazos maiores, dependendo da persistência dos sintomas e do perfil de saúde da mulher.

5. Por que iniciar a TH tarde (>60 anos) é mais arriscado?

Iniciar tardiamente pode aumentar os riscos de doença coronariana, AVC isquêmico e demência, pois os hormônios não revertem danos vasculares e neuronais já estabelecidos após anos de privação.

6. A Dra. Silvia Bretz atende pacientes com plano de saúde?

Não, a Dra. Silvia Bretz só aceita pacientes particulares, priorizando consultas mais longas e uma abordagem aprofundada e personalizada, que não se enquadra nos protocolos engessados de convênios.

 

Expertize da Dra. Silvia Bretz na Saúde Hormonal

O conteúdo apresentado é fundamentado na experiência e confiabilidade da endocrinologista Dra. Silvia Regina Leal Bretz.

A Dra. Silvia Bretz é médica pela Faculdade de Medicina de Petrópolis, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia (RQE 4320). Ela possui cerca de 40 anos de prática clínica com foco em menopausa, andropausa, emagrecimento e longevidade. Sua formação inclui extensões em Nutrição, Fitoterapia, Medicina Ortomolecular e Essências Florais.

Seu compromisso com o rigor científico é evidenciado por suas contribuições como coautora de posicionamentos oficiais da EMAS (European Menopause and Andropause Society) e por sua atuação como a única membra não europeia do Conselho Científico da EMAS no biênio 2021-2023.

A Dra. Bretz foi agraciada em diversos anos com o mérito de ser uma das “Médicas Mais Admiradas do Brasil” pela revista Análise Saúde (2008, 2009, 2013), reforçando sua autoridade no campo da Endocrinologia. Seus atendimentos são oferecidos presencialmente no Leblon – Rio de Janeiro (Av. Afrânio de Melo Franco, 141 – Sl 512) e online para todo o Brasil e exterior.

 

Dra. Silvia Bretz


“O tempo de uma nova jornada para recuperar sua vitalidade começa hoje! Não perca sua Janela de Oportunidade: timing da terapia hormonal importa para sua saúde.”